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Para se roubar um coração – Luis Fernando Verissimo

Para se roubar um coração Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.

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Rifa-se um coração – Clarice Lispector

Rifa-se um coração Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado

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Cansaço de um coração – Patrícia Ximenes

Cansaço de um coração Busco sentimentos doces
Que preencham
( o vazio )
Do meu coração cansado
De amar um ‘pouco demais’
Muitos corações...
a-v-e-n-t-u-r-e-i-r-o-s
Imaturos e sem compaixão
Que fácil se deixam levar
Por pobres ilusões
de outros...

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Coração que fala – Nilda Amorim

coração que fala


Fala, Coração,
Fala das coisas que estão aí dentro,
Fala de mim e
Fala por mim.
Fala, Coração,
Pois coração fala.
Fala alto,
Fala gritando,
Fala, simplesmente fala
E não há quem ouça.
Então fala,
Porque agora, meu coração,
O que se fala pode ser lido.
Que bom!

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Rotas paralelas | vitalves


curtas-metragens, cenas inéditas
de uma longa história.
Inação à proporção do tempo,
limites, espaço, lábios inertes.
Nos dedos, o pulsar do coração
desdém toda a imensidão
que nos separa do delírio.
O branco, o preto e o contraste
dá no contexto intencional
a interpretação do desejo,
reciprocidade constante, incessante.
Tempo percorrendo.
Palavras, parábolas, propostas...
De olhos fechados, nos vemos,
nos sentimos, nos servimos,
seguimos o mesmo caminho
em rotas paralelas.
Tudo é dito mas tudo não é bastante,
bastante também não é o tempo,
fica tudo a dizer. Quando?
Fátima, "o tempo, o vilão que também
é mocinho, determina."
E assim seguimos, canibais digitais,
um tchau, um beijinho no final
Um outro beijinho e mais um tchau.

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