Que culpa tenho eu
Se tua pele é branca,
Se minh’alma é franca,
Se o preconceito é teu?
Orgulho tenho eu
Da minha negritude,
Pois essa é uma virtude
Que Deus-Pai me deu.
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Que a verdade apareça,
Que o mal feneça,
Que o bem amadureça,
Que a esperança alvoreça,
Leia mais...Afinal,
A beleza é consequência dos fatos
ou qualidade das fotos;
é substantivo abstrato
ou atributo remoto;
é adorno dos relatos
ou detalhe que não noto?...
Eita tempo que não passa!
Ah, saudade que no peito me dói!
Saudade que me deixa sem graça,
Tempo que minha paciência destrói...
Ó, Tempo!... deixa de pirraça
E sê para sempre o meu herói!
Ó, Saudade!... não sejas a desgraça
Que o meu coração corrói!
(Aos amigos Vital e Patrícia)
Se para ambos o amor é vital,
De igual modo é a felicidade...
Ele – o patronímico Vital –
Por ela sente amor de verdade.
Procuro entender o porquê das coisas, e a cada questionamento que me faço, mais dúvidas me surgem e isso leva a outros questionamentos, os quais levam a outros e mais outros e outros mais.
Procuro entender, por exemplo, porque o ódio persiste em fazer moradia no coração dos homens; porque, hoje em dia, o amor está em segundo plano;
Sinto que o meu prazo de validade está perto do fim. Não que eu seja pessimista!... mas os sintomas deixam transparecer isso: há quase um mês uma gripe das “brabas” se apossou de mim e, mesmo à custa dos inúmeros remédios que me foram receitados pelos “doutores” (inclusive os caseiros), ela não pensa em me deixar tão cedo.
Voa, pensamento, voa!..
E traze-me do além
Notícias de um certo alguém
Que há muito me atordoa.
E quando estiveres à toa,
Leva para lá, também,
As chagas que o meu peito tem,
A saudade que em meu peito ecoa.
Ai de ti, Haiti,
E do teu povo sofrido
Que há muito não sorri
E pela sorte foi esquecido.
A miséria te maltrata,
As catástrofes também,
E o destino não se retrata...
Nem a ti, nem a ninguém!
Se tens baixa estatura,
Se te chamam “pequenina”,
Não te importes, Criatura,
Pois encantas nossa retina.
Não permitas que a altura
Alimente as cretinas
Piadas cuja leitura
O bom senso abomina,
Que a Justiça é cega, eu sei;
Que nada faça contra os “fortes”, é lei;
Que funciona em prol de poucos, é fato.
Que respeitam a Constituição, é mito;
Que a Ordem está em desordem, admito;
Que o Progresso está bem perto, é boato.
Deixe logo de rodeios,
E me mande por e-mail
Um sorriso, por favor!...
Me adicione no seu orkut
Que lhe trago do azimute
Um terabyte do meu amor.
Desculpe-me o dilema, caro leitor,
Mas na vida do homem isso é comum.
Não sei se quero ser mais um
A trocar o ócio pelo labor.
Não sei se prefiro o frio ao calor,
Não sei se como caviar ou jerimum,
Não sei se muito dinheiro ou nenhum,
Não sei se “transo” ou se faço amor.
Não sou único,
Nem mediúnico,
Nem médico.
Não sou mágico,
Nem trágico,
Nem enciclopédico.
Não sou clássico,
Nem jurássico,
Nem frenético.
O poeta não morreu,
Momentaneamente se afastou
Pois o script da sua vida
Não fazia parte do seu show.
Ele se foi levando consigo
O seu ‘codinome beija-flor’,
Mas nos deixou em suas canções
Verdadeiros hinos de amor.
Sou passarinho que canta
Sua liberdade roubada
Por aquela triste gente
Que se acha inocente,
Mas tem vida maculada.
Sou canoro que voa
Nas asas do pensamento;
Naquele fim de tarde
Chegou-me, sem alarde,
Um apaixonado beija-flor
E disse-me que queria
De mim uma poesia
Para dar ao seu amor.
E eu também ouvi
Do pequenino colibri
Que ela é comprometida,
Quero viver a paz de estar contigo;
Reviver as emoções de outrora
E registrar essa que vivo agora
Ao descobrir que sou o teu abrigo.
Quero que estejas sempre comigo;
Que sejas minha dona e senhora;
Que da minha vida não vás embora,
Pois viver sem ti eu não mais consigo.
Lá do céu, bem pertinho da lua,
Olha para mim uma estrela sorridente
Querendo me dizer, insinuantemente:
"-Se me alcançares, serei toda tua”.
A estrela, que há muito se insinua,
Para mim mostra-se constantemente:
Fogosa, cheia de charme, atraente,
Com a pele morena, totalmente nua.
