Lavava, arrumava, ordenava com esmero e recebia alguma reclamação sobre a falta de capricho no fim do expediente.
Lavava, arrumava, ordenava com esmero e recebia alguma reclamação sobre a falta de capricho no fim do expediente.
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Nunca segui a ordem natural das coisas: eu já casei no segundo dia, noivei com dois anos de relação e hoje estou namorando a esposa.
Fiquei com a minha mulher desde a primeira noite e não desgrudei mais. Não consegui sair de perto. Fracassei ao abrir a porta, mas abri todas as janelas. Arejei minha cabeça.
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Homem já passa a identificar suas próprias cuecas. O que é um tremendo avanço tecnológico. Mas toda evolução tem seus efeitos colaterais. Maurício que o diga.
Ele estranhou uma cueca preta em sua gaveta. Quase que a vestiu sem pensar, na saída do banho, naquela pressa que aceita o improvável.
Leia mais...A gente se prende a uma coisa pequena, insignificante para o mundo, especial para nós.
Não há como esclarecer o sentido da devoção. É algo que combina com a alma mais do que com o corpo, que gira nas mãos como uma chave do pensamento.
A melhor agência de namoro é comprar uma passagem para bem longe.
Quanto mais longe, maior a chance de ser feliz. Não precisa usar o bilhete, é adquirir, pôr no bolso e andar com aquele olhar irresistível de janela redonda de avião.
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A paternidade nunca desfrutou de igualdade de condições com a maternidade. Havia uma larga desvantagem nos hábitos, além da gestação, amamentação e de todo o cuidado instintivo.
Não há mais. O Muro da Mauá caiu. Minha filha Mariana, 17 anos, empatou os dois papéis a partir de um singelo gesto. Rompeu o último reduto confessional.
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Não há quem não feche os olhos ao comer,
não há quem não feche os olhos ao cantar a música favorita, não há quem não feche os olhos ao beijar, não há quem não feche os olhos ao abraçar.
Fechamos os olhos para garantir a memória da memória.
É ali que a vida entra e perdura, naquela escuridão mínima,
no avesso das pálpebras.
Me arde uma alegria, que não aceita ser felicidade, porque a felicidade é uma palavra muito longa e a alegria tem pressa... Uma alegria de deitar na grama e sentir que está molhada e não se importar com a roupa orvalhada e não se importar com a hora e com os modos, uma alegria que é inocência, mas sem culpa para acabá-la. Uma alegria que é descobrir os objetos no escuro.
O amor não morre de pé. O amor morre deitado para confundir os cabelos e ousar de novo. Toda separação é um laço. Todo divórcio é um vinculo. Conheço gente que se separa só pra se aproximar de outro jeito. Para provocar, para atrair a atenção, para pedir o retorno. Não há ofensa que não tenha uma carícia em seu início.
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