Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
- Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
que arde no eterno azul, como uma eterna vela!
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
- Pudesse eu copiar o transparente lume,
que, da grega coluna à gótica janela,
contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:
- Misera! tivesse eu aquela enorme,
aquela claridade imortal, que toda a luz resume!
Mas o sol, inclinando a rutila capela:
- Pesa-me esta brilhante aureola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?
( Machado de Assis )
Circulo Vicioso – Machado de Assis
2010-07-01T13:39:00-03:00
vitalves
Estrela|Machado de Assis|Poesias|
Outros autores em destaque
Artur da Távola
Augusto dos Anjos
Charles Chaplin
Chico Buarque
Chico Xavier
Clarice Lispector
Eugênio de Andrade
Fabrício Carpinejar
Gabito Nunes
Gabriel Chalita
Henrique Pedro
José Saramago
Luis Fernando Verissimo
Luíz Vaz de Camões
Lya Luft
Machado de Assis
Magali Moraes
Mahatma Gandhi
Manuel Bandeira
Martha Medeiros
Monteiro Lobato
Oswald de Andrade
Oswaldo Montenegro
Vander Lee
Victor Barone
Mais lidos
-
Otimistas são pessimistas mal informados. Estudar é a luz da vida, não estude e economize energia! Os políticos são como fraldas. Sã...
-
"Um fotógrafo-artista me disse uma vez: veja que o pingo de sol no couro de um lagarto é para nós mais importante do que o sol inteiro ...
-
O amor antigo vive de si mesmo não de cultivo alheio ou de presença. Nada exige nem pede. Nada espera, mas do destino n...
