Sou uma cética que crê em tudo,
uma desiludida cheia de ilusões,
uma revoltada que aceita, sorridente,
todo o mal da vida,
uma indiferente a transbordar de ternura.
Grave e metódica até à mania,
atenta a todas as sutilezas de um raciocínio claro e lúcido,
não deixo, no entanto,
de ser uma espécie de D. Quixote fêmea
a combater moinhos de vento,
quimérica e fantástica,
sempre enganada e sempre a pedir novas mentiras à vida,
num dar de mim própria que não acaba,
que não desfalece, que não cansa.
(Florbela Espanca)
Correspondência – Florbela Espanca
2011-06-17T09:00:00-03:00
vitalves
Florbela Espanca|Poesias|
Outros autores em destaque
Artur da Távola
Augusto dos Anjos
Charles Chaplin
Chico Buarque
Chico Xavier
Clarice Lispector
Eugênio de Andrade
Fabrício Carpinejar
Gabito Nunes
Gabriel Chalita
Henrique Pedro
José Saramago
Luis Fernando Verissimo
Luíz Vaz de Camões
Lya Luft
Machado de Assis
Magali Moraes
Mahatma Gandhi
Manuel Bandeira
Martha Medeiros
Monteiro Lobato
Oswald de Andrade
Oswaldo Montenegro
Vander Lee
Victor Barone
Mais lidos
-
Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais. Viajar até cansar. Quero sair pel...
-
(Arnaldo Jabor) Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmen...
-
É Proibido É proibido chorar sem aprender, Levantar-se um dia sem saber o que fazer. Ter medo de suas lembranças. É proibido não ...
