Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.
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Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa ("Culpa da revisão! Culpa da revisão !"). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.
O encontro, O dia ‘D’, pura ansiedade, uma noite antes não dormida, na madrugada já de pé, um banho em apenas cinco minutos. Táxi, aeroporto, avião... As horas não passavam, meu coração saía de mim. Eu voo, eu vou! Dez mil metros de altura (e batimentos por minuto), pela janela do avião a visão mais linda (isso porque eu ainda não havia visto o sorriso dela). Como distração, eu lia Jabor dizer “Eu sei que vou te amar”. A cada escala aumentava o frio na barriga, o celular não saía das mãos, e em cada instante possível por SMS eu dizia “Eu ‘voo’ te ver”. O tempo parecia parado, era o dia mais longo da minha vida. E eu voando, voando em pensamentos. Terra à vista, aterrissagem, “Terra firme”! Ao telefone eu a ela dizia “Estou aqui, não desiste não!”. Passos à frente, táxi, e a caminho do hotel à família eu dizia “Estou bem, ‘tou bem, foi bom, ‘tou feliz demais”.
Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna: A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Putz!
A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você.
Ignore o que o boçal do seu chefe disse.
Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice.
Para curar uma dor de amor, digam o que quiserem, só conheço um remédio: um amor novinho em folha. Enquanto nosso coração não encontrar outro pretendente, ficaremos cultivando o velho amor, alimentando-o diariamente, sofrendo por ele e, no fundo, bem no fundinho, felizes por ter para quem dedicar nossos ais e nossa insônia. A gente só enterra mesmo o defunto quando outra pessoa surge para ocupar o posto.
"Ele não disse nada para mim. Nada. Ele não disse que o sol brilhava só para mim, nem que eu era sua flor da montanha, ele não disse nada para mim naquela noite ali num cantão escuro de São Paulo, ali no carro dele, um Audi, sim, um Audi onde ele me dava um amasso, mas eu não queria ainda amassos, eu queria amor, sim, e ele não me chamou de flor da montanha, ele me chamou de avião, ‘você é um avião!’, e que eu era uma gatona, uma tigresa, e ele ia tentando abrir minha jeans Diesel, mas ainda bem que era muito justa e eu não queria ainda nada, e eu chamei ele de Ferrari, ‘Calma aí, você pensa que é uma Ferrari?’,
Quem sou eu? Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir.
A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.
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Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar...é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino. Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto. É a força da natureza nos chamando para a vida. Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade. Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo. Você descobre que algumas pessoas nunca disseram “eu te amo”, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram... Descobre também que outras disseram “eu te amo” uma única vez. E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu. (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos. Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.
Manifeste suas ideias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra. Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco. Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado. Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário. Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo. A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna. A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...
Leia mais...Existe o Dia da Poesia, e podemos dizer que é também o Dia do Poema. Existirá diferença
entre poesias e poemas?
Poesias... poemas... pouca importância há se existe ou não diferença entre o significado entre essas duas palavras, pois ambas representam a entrada para um mundo de sonhos, para um mundo real, para um mundo de amor, real ou ficcional, para melhor olhar a Natureza...Para melhor e mais romanticamente viver, enfim...
Poesias... poemas... mexem com o imaginário, despertando sensações que pareciam adormecidas, mas também nos traz lembranças de um amor que ficou no passado, traz para perto o amor que está distante, diminui a tristeza de uma saudade, ajuda-nos a melhor viver, enfim...
Poesias... poemas... torna mais vivo nosso amor, desperta nosso romantismo, e também algumas vezes nos faz mergulhar em um clima de sensualidade e erotismo, faz-nos falar mais de amor, de paixão, de amores conquistados, ou de amores perdidos, são lembrados ou esquecidos.
Poesias... poemas... falam da Natureza, transportando-nos para suas belezas, falam de Deus, despertando-nos para a Fé, também falam de Paz, abominando a guerra...
Poesias... poemas... falam da beleza de um nascer do sol, e de seu arrebol, falam da beleza de uma noite de luar, falam da beleza que existe na chuva, que existe nas ondas mar, nas corredeiras de um rio, da beleza das florestas, da maravilha que é a vida animal...
Falam, enfim, da vida em todas suas manifestações... Falemos, então, de poesias ou de poemas, explicando da melhor maneira, “O Que São Poemas”...
Agora, filmando de novo depois de 18 anos, a magia do cinema me voltou. Não falo do moderno e frenético show de cortes sem fim, de efeitos especiais em filmes sem roteiro, em manifestos de sangue e porrada. Tenho lembrado muito da utopia fílmica dos anos 50 e 60, alimentada pelos "Cahiers du Cinema" e pelos círculos de fumaça dos cigarros "Gitanes" sem filtro. "No grande cinema não há lugar para alusão do sentido. Não há símbolos, há ícones. Não há ideal a atingir; há um ensinamento da nossa finitude. No verdadeiro cinema, meu companheiro, uma coisa não se soma à outra para formar uma terceira. Não há todo; só partes".
O cinema era nossa grande esperança dentro da indústria cultural que ganhava o mundo. Achávamos que a arte poderia ser salva dentro da fábrica de biscoitos baratos que começava. Éramos religiosos da imagem.
Tenho saudades da sala escura que tanto amávamos: do cinema-segredo, o cinema como punheta dos rapazes feios (o grande crítico Paulo Emílio escrevera: "Ia-se ao cinema como ao bordel - em busca de ilusão"). Saudades desse mundo preto-e-branco...
Ahhh... como era bom esperar um filme do Fellini, a cada ano, e o novo Antonioni, e o novo Godard...
Atualmente, a cinefilia soa quase como um vício sexual. Talvez tenha sido. Há um mundo secreto, próprio do cinema, que só alguns ainda conhecem. Hoje o cinema é nu. Está exposto nas lojas, feiras e bancas de jornais em forma de vídeo, está nos hotéis, está rodando bolsinha nas ruas. Cinema perdeu muito a "aura" culta. Além disso, o ritmo incessante que o clipe e a fome de mercado trouxeram nos privaram da contemplação reflexiva das imagens.
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo,nem no
ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
(Arnaldo Jabor)
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