Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se e
— Ó delicioso vôo!
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Quero sonhar...
E ouvir o som das cordas.
Livres dos trovões
Límpido e branco
Quero poder olhar
Nos olhares profundos
De alguém que me ame.
Quero aprender a cantar...
Cantar canções calmas,
Ouvir o som... no ruído da flauta.
Quero aprender a esculpir...
Cresce o desejo, falta o sofrimento,Leia mais...![]()
Sofrendo morro, morro desejando,
Por uma, e outra parte estou penando
Sem poder dar alívio a meu tormento.
Se quero declarar meu pensamento,
Está-me um gesto grave acobardando,
E tenho por melhor morrer calando,
Que fiar-me de um néscio atrevimento.
Quem pretende alcançar, espera, e cala,
Porque quem temerário se abalança,
Muitas vezes o amor o desiguala.
Pois se aquele, que espera se alcança,
Quero ter por melhor morrer sem fala,
Que falando, perder toda esperança.
(Poema Atribuído a Gregório de Mattos)
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