Vens chegando, à sacapa, sorrateira,
mandando-me alertas convincentes,
no preparo da hora derradeira,
com avisos mui graves e frequentes.
Não te temo, pois vens me prevenindo,
mas suplico: dês mais tempo à poesia,
que só ela me traz ardor infindo,
e só nela eu me quedo em fantasia.
